Paraguai derruba a Alemanha nos pênaltis e escreve uma das maiores zebras da Copa; agora o sonho cresce

#CopaFIFA2026 #Paraguai #Alemanha

COPA 2026

Junior Raniéri

6/30/20263 min read

O Paraguai acaba de protagonizar uma das maiores histórias da Copa do Mundo de 2026. Não foi só uma classificação. Foi uma ruptura.

Ao eliminar a Alemanha nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 1 a 1 em 120 minutos, a Albirroja não apenas sobreviveu — ela desmontou um gigante europeu na base da disciplina, da resistência e da crença absoluta no plano.

E isso importa. Sabe porque? Porque em Copa do Mundo, muitas vezes, o futebol não premia o time que joga melhor. Premia o time que entende melhor o jogo e hoje, esse time foi o Paraguai.

Alemanha teve a bola. Paraguai teve o jogo.

O roteiro técnico foi claro desde o início. A Alemanha monopolizou posse. Terminou o primeiro tempo com mais de 240 passes contra pouco mais de 30 do Paraguai — um abismo estatístico quase sem precedentes em mata-mata de Copa. Mas entenda que posse não significa controle. E Esse foi o erro alemão.

Julian Nagelsmann, técnico alemão, armou uma equipe extremamente agressiva, empurrando linhas, ocupando o campo ofensivo e tentando sufocar. Só que o Paraguai aceitou esse cenário. Na verdade, ele queria exatamente isso, se preparou para isso.

Nós viamos um bloco baixo, compactação brutal com fechamento total de corredor central.
Linhas muito curtas. Assim, a Alemanha circulava. O Paraguai esperava. A Alemanha atacava. E o Paraguai sobrevivia, até encontrar o momento certo.

Enciso puniu o primeiro erro

Aos 42 minutos, veio o golpe. Recuperação rápida e um ataque vertical com velocidade pela direita. Julio Enciso apareceu para finalizar e marcar o primeiro gol paraguaio em um mata-mata de Copa do Mundo. Histórico! E totalmente coerente com o jogo.

Não foi acaso. Foi execução. O Paraguai atacou pouco, mas atacou exatamente onde queria. Essa é a essência de Gustavo Alfaro, técnico argentino atualmente o comandante desta Seleção Paraguaia.

A Alemanha reagiu, mas nunca dominou emocionalmente

No segundo tempo, o peso da camisa apareceu. Florian Wirtz cresceu no jogo, acelerou mais entre linhas e aumentou a agressividade da equipe. Foi dele o cruzamento para Havertz empatar de cabeça aos 54. Ali parecia o começo da virada. Mas nunca aconteceu, porque o Paraguai não desorganizou.

Esse talvez tenha sido o ponto mais impressionante da partida. Mesmo sofrendo pressão contínua, a equipe manteve estrutura. Sem pânico. Sem desespero.

A Alemanha aumentava volume. Mas criava menos do que parecia. Muito chute. Pouca clareza.

O lance do jogo: o gol anulado de Tah

Na prorrogação, a Alemanha achou que tinha vencido. Jonathan Tah marcou de cabeça. Mas o VAR anulou por falta no goleiro Orlando Gill. O lance gerou enorme controvérsia. Sendo tecnicamente discutível, mas emocionalmente devastador. Pois foi ali que a Alemanha sentiu e o Paraguai entendeu que o jogo estava vivo.

Nos pênaltis, o aspecto mental pesou. E pesou muito!

Orlando Gill virou herói nacional

Se Enciso foi o símbolo ofensivo, Orlando Gill foi o rosto da classificação. Defendeu cobranças importantes e passou segurança, dominando emocionalmente o momento.

Em uma disputa onde a Alemanha historicamente sempre foi quase perfeita, Gill ajudou a quebrar uma tradição de décadas. E Isso não é pequeno... É histórico.

O que esse jogo revela sobre o Paraguai?

Muita coisa. Primeiro: é um time extremamente competitivo. Talvez não seja brilhante e nem tenha o elenco mais forte, mas tem algo valioso em Copa: Identidade.

O Paraguai sabe exatamente como quer jogar. Não se incomoda por não ter a bola e isso encurta diferença técnica. A equipe é organizada defensivamente, forte em duelos e muito perigosa em transição curta. Além disso, Enciso vive um grande torneio. É hoje o jogador que muda o teto da seleção e se ele mantiver nível alto, o Paraguai continua perigoso.

França ou Suécia: o futuro da Albirroja

Agora o Paraguai espera França ou Suécia e os cenários mudam muito.

Se vier França: é o pior cenário possível.

A França tem exatamente as ferramentas para desmontar blocos baixos: Velocidade extrema; Ataque posicional refinado; Profundidade; Jogadores de ruptura individual.

Além disso, a capacidade francesa de pressionar pós-perda sufocaria as saídas paraguaias. Nesse panorama, o Paraguai precisaria de uma atuação quase perfeita e talvez até mais.

Se vier Suécia: o cenário melhora.

A Suécia é física, organizada e forte na bola aérea, mas menos talentosa individualmente. Seria um jogo muito mais equilibrado. Mais brigado, truncado e mais próximo da realidade ideal do Paraguai. E isso abre uma janela real.

Até onde esse Paraguai pode ir?

Hoje? Quartas de final são possíveis, sem exagero.

Porque esse time tem algo que assusta favoritos: não precisa da bola para competir e em mata-mata isso é ouro. O Paraguai não joga bonito, mas joga com convicção e quando um time joga com convicção em Copa do Mundo, ele vira ameaça.

Hoje a Alemanha descobriu isso.