Fórmula 1 2026: Mercedes domina, Ferrari oscila e o Mundial de Construtores começa a ganhar dono

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Junior Raniëri

6/29/20262 min read

a white car with wheels
a white car with wheels

Se em 2025 a McLaren Formula 1 Team foi a referência técnica do grid, 2026 virou um reset brutal de forças.

Com a nova geração de regulamentos, quem interpretou melhor o conceito foi a Mercedes-AMG Petronas Formula One Team.

Após o GP da Áustria, a equipe soma 302 pontos, quase 100 de vantagem sobre a Scuderia Ferrari, que aparece com 204. A McLaren Formula 1 Team vem em terceiro com 159, enquanto a Red Bull Racing amarga apenas 115.

Mas os números contam só metade da história.

Mercedes: o carro mais completo do grid

A superioridade da Mercedes não está só na velocidade pura.

O W17 nasceu equilibrado.

É forte em:

  • eficiência aerodinâmica em curva rápida;

  • gestão térmica de pneus;

  • estabilidade em frenagens longas;

  • consistência em stint longo.

E isso explica por que George Russell e Kimi Antonelli conseguem resultados tão sólidos.

Antonelli lidera o Mundial de Pilotos com 171 pontos, enquanto Russell vem logo atrás com 131. Isso significa algo importante:

a Mercedes não depende de um piloto carregando o projeto.

Isso é ouro no campeonato de construtores.

O dado que mais chama atenção:
em 8 corridas, a Mercedes venceu 7.

Isso é ritmo de massacre.

Ferrari: rápida no sábado, vulnerável no domingo

A Ferrari de 2026 é estranha.

Em classificação, o SF-26 é extremamente competitivo.
No domingo, vira outro carro.

O problema principal?

Degradação.

Lewis Hamilton já deixou claro que a equipe sofre com superaquecimento e falta de consistência em stints longos. A vitória recente na Espanha parecia o começo da reação, mas a Áustria mostrou que talvez tenha sido exceção, não tendência.

O cenário é simples:

  • Hamilton extrai mais do pacote;

  • Charles Leclerc oscila;

  • estratégia ainda falha sob pressão.

Ferrari hoje parece um time que luta por corridas.
Mercedes luta pelo campeonato.

Há uma diferença brutal nisso.

McLaren: o carro que desaprendeu a vencer

A grande decepção.

Atual campeã de construtores, a McLaren entrou em 2026 como favorita natural.
Mas o MCL40 simplesmente não encaixou no novo regulamento.

Lando Norris e Oscar Piastri pontuam bem, mas falta pico de performance.

É um carro “bom em tudo”, excelente em nada.

E na F1 moderna isso significa perder.

A McLaren está naquele limbo perigoso:
não é lenta o suficiente para reconstruir,
nem rápida o suficiente para vencer.

Red Bull: Verstappen sozinho contra o mundo

O caso mais curioso do ano.

A Red Bull virou um time extremamente dependente de Max Verstappen.

O RB22 melhorou muito na Áustria e Verstappen entregou P2, o melhor resultado do time em meses.

Mas há um abismo interno.

Enquanto Max pontua, o segundo carro não sustenta.

No Mundial de Construtores isso mata qualquer campanha.

É a velha lógica:

para pilotos, basta um gênio.

para construtores, precisa de dois assassinos.

Hoje a Red Bull tem um.

O que define o título?

Historicamente, o Mundial de Construtores é menos emocional e mais matemático.

E olhando friamente:

  • Mercedes tem vantagem técnica;

  • Mercedes tem dupla forte;

  • Mercedes erra menos;

  • Mercedes evolui melhor.

O único risco real seria guerra interna Russell vs Antonelli.

Se isso acontecer, Ferrari pode entrar.

Se não acontecer?

O campeonato pode acabar antes de Austin.

E isso mudaria completamente a narrativa da temporada:

2026 deixaria de ser “o ano do novo regulamento”
para virar o ano do renascimento da Mercedes.