Argentina 3 x 2 Egito: uma virada para a história, Messi ressurge após perder pênalti e a Albiceleste escapa da maior zebra da Copa
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COPA 2026
Junior Raniéri
7/8/20263 min read


Se alguém escrevesse o roteiro desta partida antes da bola rolar, provavelmente seria acusado de exagerar. Mas a Copa do Mundo tem um talento especial para produzir histórias improváveis.
A Argentina esteve muito perto da eliminação. Perdeu um pênalti logo no início. Saiu atrás no placar. Viu o Egito abrir 2 a 0.
Entrou nos últimos quinze minutos praticamente fora da Copa. E, quando tudo parecia perdido, encontrou forças para construir uma das maiores viradas deste Mundial.
A vitória por 3 a 2 não representa apenas uma classificação. Representa um daqueles jogos que costumam marcar campanhas campeãs.
O EGITO FEZ O MUNDO ACREDITAR NA ZEBRA
Durante quase oitenta minutos, o Egito jogou de maneira praticamente perfeita.
Defensivamente compacto. Extremamente disciplinado. E muito perigoso nos contra-ataques.
A recompensa veio cedo: Yasser Ibrahim abriu o placar ainda na primeira etapa.
Na segunda metade, Mostafa Zico ampliou para 2 a 0 e colocou a Argentina contra as cordas. Naquele momento, a atual campeã do mundo estava eliminada.
MESSI VIVEU SUA PARTIDA MAIS DRAMÁTICA NA COPA
O roteiro de Lionel Messi pareceu um resumo de toda sua carreira em Mundiais. Logo no início, desperdiçou um pênalti. Durante boa parte do jogo, encontrou dificuldades diante da marcação egípcia. Mas os grandes jogadores costumam aparecer quando tudo parece perdido.
Messi reorganizou a equipe emocionalmente. Chamou a responsabilidade. Deu a assistência na bola parada que iniciou a reação, marcou o gol do empate e liderou a pressão final que culminou na classificação argentina. Foi, talvez, sua atuação mais simbólica nesta Copa.
A VIRADA EM 14 MINUTOS
Poucas partidas de Copa do Mundo mudaram tão rapidamente.
79' — Cristian Romero diminui de cabeça.
83' — Messi empata.
90+3' — Enzo Fernández completa a virada de cabeça após cruzamento de Lautaro Martínez.
Em apenas catorze minutos, a Argentina saiu da eliminação para a classificação. Foi uma avalanche emocional. O Egito simplesmente não conseguiu responder à pressão argentina no momento decisivo.
A POLÊMICA QUE VAI DOMINAR O DEBATE
Infelizmente, um jogo histórico terminou envolto em discussões sobre arbitragem.
O Egito contestou decisões importantes do VAR, especialmente um gol anulado e um possível pênalti nos minutos finais. A repercussão foi imediata entre imprensa e torcedores, tornando a arbitragem um dos assuntos centrais do pós-jogo.
Independentemente da polêmica, isso não apaga o mérito da reação argentina. Mas certamente será um tema que continuará sendo debatido nos próximos dias.
O OLHO DO FRANCISCO
Essa partida ensinou duas coisas.
A primeira: A Argentina ainda depende muito de Messi. Mesmo aos 39 anos, foi ele quem recolocou emocionalmente a equipe no jogo.
A segunda: A Albiceleste mostrou uma força mental impressionante. Poucas seleções conseguiriam reagir depois de perder um pênalti, sofrer dois gols e entrar nos quinze minutos finais praticamente eliminadas.
É justamente esse tipo de vitória que fortalece um grupo para o restante do torneio.
OS DESTAQUES STRIX
⭐⭐⭐ Lionel Messi — Perdeu um pênalti, mas não desapareceu. Liderou a reação, marcou o gol do empate e participou diretamente da virada.
⭐⭐ Enzo Fernández — Além de controlar o meio-campo, marcou o gol da classificação nos acréscimos.
⭐ Cristian Romero — O gol de cabeça aos 79 minutos mudou completamente a atmosfera da partida.
IMPACTO NO RADAR DO TÍTULO
A classificação mantém a Argentina viva.
Mas também deixa um alerta. Durante quase oitenta minutos, a atual campeã do mundo esteve muito abaixo do esperado.
A reação foi espetacular. Por outro lado, uma atuação desse nível dificilmente será suficiente contra adversários como Espanha, França ou Inglaterra.
No próximo Radar do Título Strix, minha tendência é manter a Argentina entre as candidatas, mas sem elevá-la ao grupo das principais favoritas.
Ela mostrou coração de campeã. Agora precisa voltar a mostrar também o futebol de campeã.
VEREDITO DO RANIERI
Nem toda atuação memorável nasce de um grande desempenho.
Algumas entram para a história porque desafiam a lógica.
A Argentina esteve eliminada.
O Egito esteve a poucos minutos de protagonizar a maior zebra desta Copa do Mundo. Mas, quando a pressão atingiu seu ponto máximo, a experiência falou mais alto.
Messi recusou o papel de vilão após o pênalti perdido.
Romero devolveu a esperança.
Enzo Fernández escreveu o capítulo final.
A Argentina sobreviveu. E, às vezes, sobreviver em uma noite como essa vale mais do que qualquer goleada.
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